domingo, 1 de novembro de 2009

Se meu risco
É um grito em silêncio
Mais confio nele
Que nos atos-falantes

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O eco, de tanto repetir
Não consegue escultar nada

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Vontade que não se esgotassem os papeis em branco, para que neles pudessem caber todas as minhas letras... Compulsivamente escritas, aleatoriamente colocadas a preto, no branco submetido à risco. Podem não pertencer a mim, nem saberia eu dizer de quem as furto; frases, versos, palavra solta... Tão presa em mim, a mim. Não desejo propriedade, direito de altoria, talvez exija eu, elas, respeito ao que se é... Independente de quem ou do que sejam.
Silêncio cabe mais bonito na poesia

sábado, 29 de agosto de 2009

"Maria sonhara em ser mar...
Desfez-se assim Maria"

sexta-feira, 24 de julho de 2009

"Eu o vi
Não só cultivar sua flor
Mas demonstrar aos poetas
Como domar a explosão
Com mão serena e contida
Sem deixar que se derrame
A flor que traz escondida
E como, então, trabalha-la
Com mão certa, pouca e extrema
Sem perfumar sua flor
Sem poetizar seu poema"


Alguns toureiros
(João Cabral de Melo Neto)

terça-feira, 21 de julho de 2009

De que servem as flores se não para nos abrigar das chuvas?